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Pílulas para o Amanhã: Velhice e Sociedade uma questão a ser repensada

(Publicado em 12 de agosto de 2011)

O entendimento que a sociedade revela sobre o processo de envelhecimento do ser humano, nem sempre pode ser considerado como mais correto e seguro. Também é provável que, a relação que se estabelece – na maioria das vezes – entre velhice os mais variados tipos de desorganizações fisiológicas possa mesmo ser questionada, uma vez que, a velhice em si, pode determinar limites como resultado da passagem do tempo, entretanto, nem por isso significa que a pessoa idosa passe a ser considerada incapaz, e/ou, destituída de aptidões diversas.

Assim, ao se propor desenvolver um trabalho com a população idosa, onde a Educação Física deve servir como uma ferramenta importante no que concerne aos princípios da manutenção e melhoria da saúde e bem estar do ser humano, é urgente que antes, seja reconhecida por parte dos profissionais da Educação Física, a necessária identificação da proficiência laboral, sobretudo, levando-se em conta que proficiência significa: o mais profundo conhecimento daquilo que se faz. Daí ser possível afirmar que, certamente não será “qualquer” programa de atividade física que poderá servir como sustentação para a intervenção profissional.

Nesse sentido, parece importante contemplar duas situações: a primeira, revestida do caráter profilático que possa atender às pessoas idosas, na medida em que, se resgate os hábitos e atitudes saudáveis – não raras às vezes esquecidos – objetivando estimular suas capacidades e aptidões como fundamental referência no contexto social, e, a segunda, oportunizar para esta população, principalmente aos idosos que por razões diversas revelam baixos níveis de condições físicas e psíquicas, ampliação dos gradientes de auto-imagem e auto-estima. Porém, no universo do envelhecimento humano encontram-se ancorados pelo menos, dois níveis comuns: a autonomia / manutenção, e, melhoria da saúde; remetidas ao extrato de vida com qualidade. Diante disso, é preciso destacar então que a Educação Física pode de fato, servir de contributo notadamente se forem observados três vieses: 1 – flexibilidade articular; 2 – melhoria e manutenção da tonicidade, e; 3 – aumento da capacidade cardiorespiratória. Na verdade, depreende-se que, essas três importantes instâncias não podem deixar de integrar e inserir-se em qualquer proposta de atividades físicas destinada às populações idosas.

Para além disso, deve-se partir do princípio de que, também é preciso atender, sobretudo, aos interesses da população idosa que, em última análise, reveste-se da real importância e necessidade de efetiva atenção, reconhecimento e respeito por parte de todos, mas, muito especialmente, dos Profissionais de Educação Física que, optaram partilhar os conhecimentos dessa área em favor da vida humana.

Nas próximas oportunidades, abordaremos outros aspectos relevantes no sentido de rever valores, aptidões e expressivas contribuições dos idosos para a sociedade vigente, e também, dos gradientes favoráveis que a Educação Física pode oferecer numa dimensão multi e transdiciplinar.

Até lá e forte abraço para todos!