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Esportes Coletivos: Relfexão sobre as abordagens de ensino

(Publicado em 8 de setembro de 2011)

O tema metodologia de ensino torna-se importante e carece atualmente de destaque dentro da pedagogia do esporte, devendo conceder novo sentido às disciplinas tidas como prática em Cursos de Educação Física. Antigamente nos cursos de Educação Física aprendia-se muito sobre as técnicas e não se teorizada o por quê de tudo isso.

Contemporaneamente as abordagens de ensino das modalidades esportivas coletivas estão em evidência, então, nota-se que atualmente há algumas metodologias que são utilizadas no desporto coletivo, e que são seguidas pelos professores ou técnicos, fundamentando-os no momento do processo de ensino-aprendizagem, sendo elas: Tradicional; Série de Exercícios; Série de Jogos; Estruturalista, e, ainda a abordagem Crítica, e, cada uma delas possui suas vantagens e desvantagens.

Entende-se que com as novas reestruturações curriculares necessário se faz atender as exigências da contemporaneidade relacionadas ao ensino dos jogos coletivos desportivos. Mas há também os fatores de rendimento que estão intimamente ligados à aprendizagem, e que Nascimento 2005 considera como multidimensional. Ainda, não existe um fator único, e, nenhum se sobrepõe aos demais. Alguns são hierarquizados em determinadas modalidades como prioritários em detrimento de outros, mas temos que reconhecer que eles são múltiplos, isto é, fatores de rendimento são multidimensionais.

Desse modo, existem os fatores antropométricos e os condicionais. Nos antropométricos, onde hoje em dia sabe-se que nos esportes coletivos existe um fator determinante que é a estatura do indivíduo, peso e comprimento dos membros superiores. Isso está sendo priorizado na detecção de talentos, principalmente quando se fala do aspecto rendimento. Os fatores condicionais são aqueles necessários para manter a pessoa na prática esportiva, exigindo-se o desenvolvimento das capacidades físicas, como: força, flexibilidade, velocidade, agilidade e resistência.

Há, ainda, os fatores técnicos coordenativos, esses envolvem testes de coordenação motora, como por exemplo, no voleibol, a manchete, o toque, a cortada; e, no basquetebol: o drible, o arremesso e os passes. Há ainda, os fatores táticos cognitivos que envolvem a questão da percepção e análise das situações, antecipação e decisão.

Outro fator importante é o psicológico, que se apresenta pela motivação, pelo espírito de liderança, pela autoconfiança e pelo espírito de grupo. Os fatores são multidimensionais, exigindo-se relação intrínseca entre eles, isso quer dizer que quando trabalho um fator, também estou trabalhando os demais. Existe até questões de treinamento que aliam a questão condicional à questão tática cognitiva, e assim por diante.

Todos esses fatores existem, e cada um deles tem sua particularidade. Mas convém nos atermos somente em dois fatores: técnico coordenativo e a fundamentação tático-cognitiva. Afirma-se que esses dois fatores estão relacionados com os diferentes tipos de abordagens metodológicas para o ensino do esporte coletivo.

Outro aspecto que se leva em consideração quando se vai tratar do esporte coletivo é que existe alguma característica que diferenciam os esportes coletivos de outros esportes, um fator que diferencia é a aciclicidade (meta é alcançada numa só fase principal, contrapondo os movimentos cíclicos) técnica, pois é diferente a prática no basquete, no vôlei, no handball, do que na natação, atletismo, porque os movimentos não são cíclicos, eles são acíclicos, e, existe um ponto onde você finaliza uma atividade, por exemplo, arremesso no gol (handball), ou na cesta de basquete e assim por diante.

Os movimentos não têm envolvimento totalmente cíclico no jogo. O caráter complexo aberto da técnica são todos eles praticados como destrezas abertas, não são destrezas fechadas, as situações e o contexto variam, há situações que vão envolver fundamentações: defensivas e ofensivas.

Portanto, diante de todas essas informações sugiro que o professor de Educação Física fique atento às novas metodologias, motivo pelo qual terá que fazer mudanças radicais em seu modo de ensinar, caso contrário ficará fadado à mesmice e ao retrocesso.