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O Estado e o Desporto

(Publicado em 6 de outubro de 2011)

No Brasil os políticos e administradores públicos, em todos os níveis e sistemas de governo – federal – estadual – municipal – ainda não se deram conta do relevante papel que o desporto e o lazer representam para favorecer o desenvolvimento e crescimento do ser humano, proporcionando as condições ideais para integrar o futuro cidadão em seu verdadeiro e real papel na sociedade.

Um simples programa de atividades físicas e desportivas, embasado em critérios científicos e pedagógicos, direcionado às escolas, gera como conseqüência a melhoria das condições de vida para cada membro da população, pois a escola sendo a “célula mater “ da educação é o local privilegiado para se dar começo à iniciação das atividades físicas, primeiramente, como forma recreativa, na educação infantil, com atividades de estimulação e outras da motricidade, na fase da educação fundamental, com a continuação das atividades motrizes e início da prática do ensino dos fundamentos desportivos e, no ensino médio, com atividades de cunho de especialização desportiva, encaminhando cada educando para o desporto de sua preferência, para quando chegar à universidade e, para os clubes de maneira geral, mas que hoje em dia, a grande maioria dedica-se somente às atividades sociais e, alguns preferem investir somente no futebol.

Por ouro lado, estabelecimentos de ensino e instituições de ensino superior montam equipes desportivas, de ocasião, isto é, mais pela atração da publicidade farta e gratuita, do que pelo interesse em concorrer para o crescimento e desenvolvimento da performance desportiva.

Com a criação do Ministério do Esporte, o governo federal pretendeu operacionalizar o artigo 217 da constituição Federal, diversos programas foram criados, destacando-se “ navegar “e “segundo tempo”, destinados a estudantes, programas de iniciação desportiva, com a participação de estagiários dos cursos de educação física, mas , carecendo de um acompanhamento para avaliação periódica e, na grande maioria, com os estagiários atuando na substituição do profissional de educação física, causando problemas pois não cabe ao estagiário o desempenho de certas funções, pois lhe falta a formação didático-pedagógica-cientifica para atuar.

Com a criação do Conselho Federal de Educação Física (CONFEF) e dos Conselhos regionais acreditava-se que tais irregularidades seriam sanadas, mas tal prática continua e,.se estende para outros programas: “Bom de Bola “, “Jovem Cidadão”, “Galera Nota 10” e muitos outros, com financiamentos oficiais e da iniciativa privada.

As academias e afins, também merecem uma atenção toda especial, pois são responsáveis pela ministração de atividades físicas para a população que busca ,melhor qualidade de vida e, não pode ficar nas mãos de leigos ou de estagiários de educação física, pois o número de acidentes e danos à saúde crescem assustadoramente.

Cabe ao Estado, através de seus órgãos de defesa do cidadão colaborar com o Sistema CONFEF/CREFs para disciplinar tão importante atividade para a população.