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(Publicado em 29 de dezembro de 2011)

Recentemente revista de circulação nacional veiculou matéria denominada “ O fitness pré-histórico” em que se afirma que as “atividades são parte do chamado paleotreino, uma série de exercícios inspirados em movimentos que o homem fazia no período paleolítico ( de 2,7 milhões de anos a dez mil anos a.C.).

Mas, para nós profissionais de educação física que tivemos a oportunidade de conhecer, estudar e aprender o Método Francês, inclusive em nosso tempo de ginásio, as aulas de educação física eram prioritariamente conduzidas pelo Método Francês, que preconizava e classificava os exercícios físicos em grupos: jogos, evoluções, “assouplissements ( flexionamentos), movimentos mímicos, educativos, aplicações e desportos.

Os exercícios de flexibilidade de ordem analíticos apresentam uma subclassificação segundo a sua ação: braços, pernas, tronco, combinados, assimétricos e da caixa toráxica, os movimentos mímicos, os educativos e as aplicações divididos em famílias:marchar, trepar, saltar, levantar e transportar, correr, lançar, atacar e defender.

É aqui nesta classificação que o francês Erwan Le Corre, mentos do movNat (mova-se naturalmente) incorre em pretender ressuscitar o antigo Método Francês, não fazendo nenhuma citação ao mesmo ao longo do artigo.

Como se pode perceber, o presente método nada mais é do que uma reprodução de algo que vigorou durante anos nas aulas d educação física das escolas da França e também nas brasileiras.

Parece que virou moda buscar no passado atividades físicas que predominavam junto à sociedade e revitalizá-las com outra roupagem como é o presente caso e dos alongamentos, que no passado eram denominados de flexibilidade.

O brasileiro Alvaro Romano, nos anos 70 criou uma ginástica natural que utilizava o peso do corpo como forma de se exercitar, porém, indagado a respeito do Fitness pré-histórico afirmou: “ eles propõem atividades que tem muito risco”, e exemplificou: “ não é qualquer pessoa que pode subir em uma árvore, atirar uma pedra ou carregar um tora”.

Por outro lado, a coordenadora do Laboratório de Pesquisa do Exercício da UFRS, Flávia Martinez comentou que: “ é uma proposta válida, mas não recomendaria para quem não tem um preparo físico”.

Mais uma vez trazem para nosso País uma atividade requentada e que é vendida como novidade e, certamente, os “sabidos de plantão” saberão tirar proveito e auferir lucros financeiros às custas de incautos brasileiros.

Cabe perguntar: Onde estão as autoridades responsáveis pelos órgãos que deveriam cuidar da educação física “.