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As Danças Folclóricas da Região Norte

(Publicado em 21 de outubro de 2011)

A região norte é rica em cultura popular sendo um foco importante deste povo as danças abastadas em tradições culturas e cenários que ampliam a imaginação popular.

As danças folclóricas pouco são desenvolvidas com os alunos e quando são abordadas somente envolve um trabalho maior na escola que são as tradicionais festas juninas, e é neste momento que são desenvolvidas as danças folclóricas compartilhamos com NANNI 1995 que “A aplicação da dança pelo professor devera ser feita através de suas experiências criativas ou pela redescoberta da expressão estética do movimento, pelas possibilidades de comunicação não verbal com seus semelhantes através da dança, o que possibilitara tornar a dança disponível para o máximo possível de pessoas, sem o caráter elitista fazendo que cada um possa dançar dentro dos limites de sua capacidade.(p.133)”.

As danças folclóricas trazem contribuição para o desenvolvimento corporal assim como perceber o seu e o do outro, segundo PEREIRA; HUNGER, 2006 “Como benefício no desenvolvimento social devemos criar condições para que estabeleça relações com as pessoas e com o mundo; no desenvolvimento biológico, o conhecimento de seu corpo e de suas possibilidades; no desenvolvimento intelectual, contribuir para a evolução do cognitivo e no filosófico, contribuir para o autocontrole, para o questionamento e a compreensão do mundo. (p.2)”

Na região norte trabalhamos as danças do lundu, carimbo, marujada e boi-bumbá.

O Carimbo é considerado um gênero musical de origem indígena, porém, como diversas outras manifestações culturais brasileiras, miscigenou-se e recebeu outras influências, principalmente negra.

Seu nome, em tupi, refere-se ao tambor com o qual se marca o ritmo, o curimbó. Surgida em torno de Belém na zona do Salgado (Marapanim, Curuçá, Algodoal) e na Ilha de Marajó, passou de uma dança tradicional para um ritmo moderno, influenciando a lambada e o zouk.

A formação instrumental original do carimbó era composta por dois curimbós: um alto e outro baixo, em referência aos timbres (agudo e grave).

Em relação ao vestiário

Roupa das mulheres

As mulheres dançam descalças e com saias coloridas que vão até os pés muito franzidas amplas. A saia normalmente possui estampas florais grandes. Blusas de cor branca, pulseiras e colares de sementes grandes. Os cabelos são ornamentados com ramos de rosas ou jasmim de Santo Antônio. Todos os dançarinos apresentam-se descalços.

Roupa dos Homens

Homens dançam utilizando calças geralmente brancas e simples, comumente com a bainha enrolada, costume herdado dos ancestrais negros que utilizavam a bainha da calça desta forma devido as atividades exercidas, como a exemplo, a coleta de caranguejos nos manguezais.

Além disto ainda utilizam camisa de pano com desenho e corte comum a que a população ribeirinha tradicionalmente utilizava até meados do início do século XX, juntamente com o tradicional chapéu de palha.

 

REFERÊNCIAS:

ARRETO, Débora. Dança…: Ensino, sentidos e possibilidades na escola. São Paulo – Autores Associados, 2004.
GIFFONI, Maria Amália Correa. Danças Folclóricas Brasileiras e suas aplicações educativas. São Paulo – Melhoramentos, 1973.
MARQUES, Isabel A. Dançando na escola. São Paulo – Cortez, 2003.
NANNI,Dionísia. Dança: educação, princípios, métodos e técnicas. Rio de janeiro – Sprint, 1995.

AUTORAS:

Nilvana do Socorro Gaspar Rocha
Professora da Rede Municipal de Educação de Belém. Graduada em Pedagogia.

Rosa Maria Alves da Costa
Professora de Educação Física. Esp. em danças folclóricas, Esp. em recreação . Delegada e Relações Públicas da FIEP/PA.