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Ergonomia e Ginástica Laboral (Por Pedro Ferreira Reis)

Sobre o Autor

Pedro Ferreira Reis
Foz do Iguaçu/PR - Brasil
E-mail: ergoreis@hotmail.com

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Efeito do Ruído na Saúde do Ser Humano

Por:
Em: | Colunas | Ergonomia e Ginástica Laboral

http://miniquim.wikispaces.com/8%C2%BAE+-+Som+e+Luz+-+Polui%C3%A7%C3%A3o

O Ruído age sobre o organismo humano de várias maneiras, prejudicando não só o funcionamento do aparelho auditivo como comprometendo a atividade física, fisiológica e mental do indivíduo a ele exposto. Sabe-se que ruídos acima de 60 decibéis (Db), são prejudiciais aos seres humanos, ocasionando extremo desconforto, proporcionando problemas de concentração e resultando em alterações fisiológicas.

A Legislação Brasileira estabelece que os trabalhadores podem ficar expostos a ruídos de, no máximo,até 85dB(A) durante sua jornada de trabalho diária de 8 horas, onde níveis acima desse patamar começam a surgir riscos para a saúde dos trabalhadores.

Efeitos Fisiológicos do Ruído no Ser Humano

Várias pesquisas experimentais revelaram que a exposição a níveis elevados de ruído por um curto período de tempo, pode desencadear respostas cardiovasculares semelhantes às que ocorrem no estresse agudo, com aumento da freqüência cardíaca e da pressão sangüínea, mediado pelo aumento da resistência vascular periférica. Em animais, já se demonstrou que este aumento agudo da pressão sangüínea, ocorrendo repetidamente, pode tornar-se uma alteração permanente devido à hipertrofia da musculatura lisa dos vasos sangüíneos periféricos, levando à hipertensão arterial. Estudos epidemiológicos vêm avaliando a associação entre exposição ocupacional a ruído e hipertensão.

Efeitos do Ruído na Produtividade

O Ruído prejudica não só a produtividade, mas atua diretamente no sistema neurovegetativo nas horas de folga, no sono, afetando a saúde e bem estar, favorecendo o surgimento de doenças. Assim Considerando os danos causados às pessoas expostas ao ruído excessivo, torna-se necessário adotar medidas de proteção à saúde, visando reduzir ao máximo a intensidade da pressão sonora nos ambientes de trabalho. Neste sentido a ergonomia exerce uma função fundamental de contribuir na construção de postos de trabalhos e produtos ergonômicos que possam amenizar os efeitos do ruído, principlamente na construção de protetores auriculares eficientes e confortáveis.

O Piscar dos Olhos e a sua Importância na Manutenção da Lubrificação Ocular em Trabalhadores que Utilizam Monitores de Computador

Por:
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O Piscar dos Olhos e a sua Importância na Manutenção da Lubrificação Ocular em Trabalhadores que Utilizam Monitores de Computador

Fonte: http://profdorismendes.blogspot.com

A cada dia aumenta significativamente o número de pessoas com acesso ao uso de computadores, este crescimento também se apresenta no número de pessoas com a patologia diagnosticada como Fadiga Visual ou Síndrome do Usuário de Computador. Embora a radiação emitida, a principio não prejudique os olhos, permanecer muitas horas ininterruptas em frente ao monitor pode cansar os olhos e trazer danos à saúde. Nesse sentido, a partir das queixas de dores nos olhos, relatadas por profissionais da informática do setor de programação, foi desenvolvida uma pesquisa para verificar o número de piscadas que estes sujeitos realizavam durante a sua jornada de trabalho. Os principais sintomas do uso prolongado em terminais de vídeo de computadores, sejam eles no trabalho, em casa ou lazer, constituem ocorrência de fadiga ocular, ardência, queimação, sensação de corpo estranho, coceira, vermelhidão e cefaléia. É importante sabe que o número de piscadas por minuto diminui significativamente a partir do uso sistemático do terminal de vídeo e no decorrer do período diário de trabalho. Neste sentido respeitar as pausas para descanso é de fundamental importância para a manutenção normal da lubrificação ocular. Normalmente o ser humano pisca entre 22 a 24 vezes por minuto, funcionando como um lubrificador natural, assim a fixação contínua do olhar na tela do comutador poder proporcionar uma diminuição significativa deste mecanismo, oriundo dos raios ultravioletas chegando a apenas 01 ou duas piscadas o que além dos desconfortos poderá proporcionar sérios riscos à visão. É importante ressaltar que a ergonomia tem várias áreas para intervir, assim em um posto de trabalho com a utilização de monitores, não é suficiente apenas um olhar para a postura, mas sim para o sujeito como um todo, neste caso a ergonomia cognitiva exerce um papel fundamental para evitar patologias oculares, visto que a utilização de ar condicionado, umidade, iluminação, reflexos e a própria organização do trabalho poderá contribuir para o adoecimento de seus usuários. Assim fica evidente que o uso contínuo dos terminais de vídeo poderá ser um fator contribuinte nas patologias oculares e que um movimento tão despercebido pelos trabalhadores que é o ato involuntário de piscar exerce uma função tão importante, que é manter nossos olhos limpos e lubrificados. A recomendação básica para evitar que isso aconteça são pausas de pelo menos 10 minutos a cada 60 minutos trabalhados frente à um monitor de vídeo. Este relaxamento é indispensável. Neste sentido todo profissional envolvido com programas de ginástica laboral, não pode em hipótese alguma deixar de aplicar os conhecimentos da ergonomia, pois focar apenas na postura e biomecânica deixará o trabalhador propenso ao adoecimento, assim o trabalho multidisciplinar presente na ergonomia é necessário para todos os projetos que envolva a saúde do trabalhador, destacando a presença dos profissionais da área da saúde em especial da educação física, fisioterapia, medicina, enfermagem, engenharia, psicologia, fonoaudiologia onde juntos contribuíram para a saúde, conforto e segurança do trabalhador.

Importância da Ergonomia nos Programas de Ginástica Laboral

Por:
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Importância da Ergonomia nos Programas de Ginástica Laboral

Fonte: http://www.protecao.com.br

Atualmente, a GL vem passando por uma fase de crescimento cada vez mais evidente em todo o país, quadro que é evidenciado pela grande quantidade de profissionais envolvidos. Mas a real situação da prática da ginástica laboral e fator de preocupação no âmbito da saúde ocupacional, o que proporciona alguns questionamentos:

- 10 minutos de alongamentos é suficiente para se garantir uma condição saudável do trabalhador?

- Será que a maioria das empresas não está utilizando a ginástica laboral como paliativo para se defenderem das perícias trabalhistas?

- Somente a prática da ginástica laboral é suficiente para suprir os desgastes fisiológicos e psicológicos dos trabalhadores?

Os cursos de graduação de Educação Física e Fisioterapia estão preparando os egressos para uma boa atuação em relação à saúde ocupacional?

A disciplina de ergonomia vem sendo valorizada nas grades curriculares dos cursos da área da saúde?

É importante destacar que todo programa de ginástica laboral necessita do envolvimento multidisciplinar e interdisciplinar envolvendo principalmente os trabalhadores, educadores físicos, fisioterapeutas, médicos do trabalho, enfermeiros, assistentes sociais, engenheiros, psicólogos, designers, administradores, engenheiros de segurança. Assim através de um comitê corporativo envolvendo os programas PCMSO, PPRA e CIPA, conseguiremos desenvolver um trabalho produtivo nos Programas de Promoção de Saúde do Trabalhador. Assim cada profissional dentro da sua competência, mas em equipe com o mesmo objetivo que é a saúde do trabalhador.

Fatores Psicossociais do Trabalhador

Fatores Psicossociais do Trabalhador

Vários fatores interferem na saúde do trabalhador, destacando a individualidade biológica a sua relação com o trabalho, com a comunidade e principalmente com a sua família, neste sentido questiona-se a verdadeira razão da prática da ginástica laboral:

- A utilização isolada da Ginástica Laboral é eficaz para combater a incidência das LER/DORT nas organizações?

- É possível que a dedicação de poucos minutos para exercícios de alongamento, relaxamento e dinâmicas de grupo no local de trabalho afastem o estresse, as tensões musculares e alterem o estilo de vida do trabalhador?

- A execução prática com roupas inadequadas não seria um fator prejudicial à execução da Ginástica Labora?

- Será que uma trabalhadora de Call Center que tem todo seu tempo cronometrado, até para ir ao banheiro deve ter uma Ginastica Laboral idêntica ao de uma secretária que toma água e cafezinho a qualquer momento de acordo com sua vontade?

- Se o sexo feminino tem 40% menos força e 30% menos capacidade respiratória que o sexo masculino ambos deva participar do mesmo programa de alongamentos?

- A trabalhadora gestante poderá participar dos programas de Ginástica Laboral?

- O sexo feminino deverá ter uma Ginástica laboral diferenciada na fase pré menstrual e menstrual?

Importância da Ergonomia nos Programas de Ginástica Laboral

Posto de trabalho – Call Center
Fonte: http://images.google.com

Embora alguns autores indiquem a Ginástica Laboral como uma medida preventiva eficaz para LER/DORT, é importante alertar que somente a prática de alongamentos, sem a melhoria dos métodos organizacionais, poderá prejudicar o bom andamento do projeto de Ginástica Laboral. A prática da Ginástica Laboral de forma isolada não alcança êxito na prevenção, devendo ser associada a várias outras medidas, simples, mas fundamentais, como volta de férias com ritmo gradativo, rodízio de tarefas eficiente, pausas para descanso, fazem necessárias para que o trabalhador tenha no seu meio laboral um ambiente confortável e seguro para o pleno exercício de suas atividades. Além destas observações a individualidade biológica, antropometria, sexo, idade e as adequações ergonômicas do posto de trabalho, verificando os níveis de ruído, iluminação, cores, vibração e qualidade do ar são variáveis indispensáveis para preservação da saúde do trabalhador. Assim as atividades corporais adotadas nos programas de Ginástica Laboral devem ser orientadas a partir do estudo sistemático de ergonomia, com foco centralizado nas queixas dos trabalhadores em relação às exigências da tarefa e sua influência nos fatores psicossociais. Assim acredito que um programa de ginástica laboral poderá ter êxito tanto para preparar o trabalhador para sua atividade (Preparatória), quanto para compensar uma fadiga muscular (Compensatória) ou até no trabalho cognitivo atuando como volta à calma (Relaxamento).

O Ciclo Menstrual e sua Relação com a Prática da Educação Física na Escola

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O Ciclo Menstrual e sua Relação com a Prática da Educação Física na Escola

Fonte: http://tudopramulheres.wordpress.com

A ergonomia é considerada como o conforto no trabalho, neste sentido na escola deve-se sanar todas as fontes de desconfortos para que assim o ambiente fique ergonomicamente correto. A Educação Física, ainda perpetua nos ambientes escolares como uma atividade puramente prática, excluindo do seu contexto o embasamento teórico. A Educação Física diurna no ensino médio é constituída basicamente por adolescentes, os quais em função da fase de crescimento encontram-se sobre fortes influências hormonais com significativas alterações nos aspectos musculoesqueléticos, cognitivos, psicológicos, fisiológicos e sociais. Tornando-se necessário compreender melhor esta fase, destacando as meninas e sua relação com o seu corpo, evitando assim constrangimentos desnecessários. Nos ambientes escolares as meninas deixam de realizar as aulas de Educação Física em função da fase menstrual e ficam constrangidas de avisar o professor, e na sua maioria possuem comportamentos agressivos nestes dias.

Percebe-se atualmente uma grande dificuldade dos professores de Educação Física em trabalhar com os adolescentes no ensino médio, em função principalmente da mídia e da grande prática esportiva que ainda perpetua em nossos ambientes escolares. Um dos fatores que envolvem a não participação das aulas de Educação Física e que merecem uma atenção especial, principalmente quando o professor for do sexo masculino, é o ciclo menstrual o qual na maioria das adolescentes proporcionam desconfortos consideráveis, bem como as deixando propensas a constrangimentos em função do aumento do fluxo sanguíneo sem a possibilidade de uma higiene pessoal adequada após as aulas de Educação Física.

No sexo feminino, ocorre durante um período de 28 dias o ciclo menstrual, com cinco fases distintas, as quais influenciam significativamente no comportamento da mulher, sendo que a fase pré-menstrual é a mais temida pela maioria das mulheres, em função das dores, retenção líquida e distúrbios de comportamento, destacando a tristeza e mal humor. O ciclo menstrual inicia-se pela fase menstrual, fase pós-menstrual, fase ovulatória, fase pós-ovulatória e a fase pré-menstrual, sendo que o sangramento percebido é um fator contribuinte nos prejuízos psicológicos. Durante a fase que antecede a menstruação ocorre na mulher uma queda significativa do hormônio progesterona e aumento do aldosterona, estrogênio e do hormônio do estresse chamado de cortisol, o quais tem uma forte relação com as alterações psicológicas e fisiológica do organismo da mulher neste período, com irritações e perda da produtividade. Contudo em mulheres atletas o ciclo menstrual não tem exercido influência sobre o rendimento esportivo, mas em mulheres com capacidade física limitada o rendimento é afetado.

Estudos sobre os efeitos do ciclo menstrual no organismo relatam que quando expostas a repetição de movimentos poderá comprometer seu desempenho, pois o edema oriundo da retenção de líquidos afeta as articulações podendo desencadear uma lesão. Durante o período pré menstrual e menstrual ocorrem uma significativa diminuição da resistência, força e concentração, em função da diminuição da imunidade, e propensão a uma fadiga precoce, influenciado pela ação da progesterona. Assim a fase pós menstrual como sendo o período que a mulher atinge o seu maior rendimento em função da alta do hormônio estrógeno.

Fisiologicamente, na fase que antecede a menstruação, ocorre um aumento significativo do hormônio do estresse, chamado de cortisol, alterando significativamente o comportamento da mulher, destacando o estado de humor, ansiedade, agressividade e tristeza.

É importante discutir a influência do ciclo menstrual, pois cotidianamente ocorrem alterações dos níveis hormonais os quais nas fases pré menstrual e menstrual são mais evidentes influenciando significativamente o comportamento da mulher, pois além do incômodo do fluxo sanguíneo, ocorre também um aumento do estresse e retenção de líquidos, acompanhados de dores, cólicas e diarréias.

O Ciclo Menstrual e sua Relação com a Prática da Educação Física na Escola

Fonte: http://educacaofisicauece.blogspot.com

Compreender a fisiologia do sexo feminino, destacando os sintomas oriundos do ciclo menstrual, principalmente no ambiente escolar se torna uma ferramenta importante, para que os professores de todas as disciplinas e principalmente da Educação Física, possam proporcionar as adolescentes uma aula confortável, segura e alegre. Assim a Educação Física no ensino médio deve proporcionar uma ampliação do processo educativo, os quais vão além da família, proporcionando processos formadores e transformadores despertando nos adolescentes o prazer de aprender e se reconhecer como homens e mulheres na sociedade.

Importância da Ergonomia para a Trabalhadora Gestante

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Importância da Ergonomia para a Trabalhadora Gestante

Fonte: http://semprematerna.uol.com.br/gravidez/costas-dores

Durante o período gestacional a mulher passa por alterações fisiológicas significativas, e seu desempenho necessita de cuidados, quer seja no lar, no lazer e principalmente no trabalho. Neste sentido proteger a integridade tanto da mãe como do feto se torna uma ferramenta importante dentro da organização do trabalho. Assim quando exposta ao trabalho repetitivo com utilização de força, inexistência de pausa para descanso contribuirá para o adoecimento.

As patologias do membro superior são as que mais prevalecem durante o período gestacional, em função das variações hormonais em especial da relaxina que somente se apresenta na gestação a qual tem a função de promover um relaxamento da musculatura, tendões e ligamentos para preparar a mulher para o parto. Assim este relaxamento natural, mas quando a gestante exposta ao trabalho de força, repetição e postura antiergonômica poderá adoecer, tendo uma forte relação com as lombalgias, síndrome do túnel do carpo, tendinite de De Quervain e síndrome de Ghion

Ambientes frios, muito quente, ruídos e jornada na postura em pé ou sentada por períodos prolongados comprometerão a integridade física da gestante contribuindo para o surgimento de patologias. No mundo contemporâneo a mulher gestante conquistou vários direitos dentro da organização do trabalho, destacando benefícios nos atendimentos médicos, estabilidade no trabalho, pausas para amamentação e licença a maternidade, mas ainda faltam medidas mais efetivas respeitando a fisiologia da gestação e a jornada de trabalho, bem como a sua ocupação de acordo com a progressão da gestação.

É notório saber que durante todo o período de gestação a mulher apresenta vários sintomas músculo-esquelético, destacando a região da coluna lombar, punhos, mãos, joelhos e tornozelos. Neste sentido a ergonomia poderá contribuir para uma prevenção efetiva, atuando antes que a doença se estabeleça, proporcionando a gestante um ambiente mais seguro, confortável e saudável. Contudo se torna necessário um maior aprofundamento dos estudos referente à fisiologia da gestação e sua relação com a prevalência de constrangimentos musculoesqueléticos para que precocemente através da análise ergonômica do trabalho possamos proporcionar a gestante exposta ao trabalho repetitivo um ambiente mais humanizado.

A gestação é uma das melhores fases da vida humana a qual simboliza a paz, união e continuidade da espécie humana. Embora seja uma condição natural da mulher, várias alterações hormonais acontecem neste período, proporcionando significativas adaptações e regulações no organismo da gestante, afetando os sistemas cardiovascular, respiratório, endócrino e musculoesquelético. Assim estas alterações interferem na ergonomia da vida diária da mulher, alterando todo o funcionamento do organismo feminino, destacando o sistema musculoesquelético resultando em desconfortos principalmente na coluna vertebral e articulações. Neste período destacam-se os hormônios da progesterona, estrogênio e relaxina os quais tem um importante papel na formação do feto e preparação para o parto, mas infelizmente atuam diretamente no sistema muscular proporcionando à gestante trabalhadora desconfortos e propensão a lesão nas articulações e aparelho digestivo.

O período gestacional é dividido e mensurado por trimestres e subdividido por semanas, compreendido em três (03) trimestres, onde o 1º trimestre (1 a 12 semanas), o segundo trimestre (13 a 28 semanas) e o terceiro trimestre (da 29ª semana até o parto). Assim as principais alterações no corpo da mulher durante a gestação são referidas às alterações hormonais, principalmente da relaxina a qual atua diretamente nos músculos, tendões e ligamentos, proporcionando uma crescente elevação do volume de sangue e feto, tendo como conseqüência um aumento considerável do peso corporal.

Durante gestação acontecem várias alterações no organismo da mulher, desde a fecundação até aproximadamente quatro meses após o parto. Embora estas modificações fazem parte do processo natural, tanto os aspectos fisiológicos com psicológicos devem ser observados com cuidado para não comprometer a saúde da gestante trabalhadora, principalmente quando a gestante se envolve além do trabalho profissional com os afazeres domésticos.

No período gestacional a mulher tem um aumento considerável de peso, o qual oscila entre 10 a 12 kg. Este ganho de peso fica mais acentuado a partir do terceiro trimestre da gestação, onde a pressão discal na coluna lombar aumenta consideravelmente, proporcionando o surgimento da lombalgia e dores em outras regiões da coluna vertebral, com uma proporção de 10% na região cervical, 80% na região lombar e 50% na região sacroolíaca.

Durante o período gestacional, ocorrem distúrbios de comportamento, destacando a alteração de humor, dificuldade de concentração, ansiedade e rejeição alguns tipos de alimentos, provocando o surgimento de edemas e varizes. Em função das alterações hormonais os quais contribuem para retenção hídrica e compressão nervosa no tecido conjuntivo deixando a gestante com uma predisposição ao adoecimento, destacando a síndrome do túnel do carpo e síndrome de De Quevain. É importante saber que durante a gestação em especial durante o terceiro trimestre a gestante sofre um efeito do hormônio relaxina o qual contribui para uma maior flexibilidade da gestante, deixando-a preparada para o parto. Estes mesmos autores alertam que esta flacidez proporcionada pela relaxina proporciona um relaxamento significativo das articulações deixando a gestante propensa a se lesionar tanto na coluna como nos tornozelos e punhos. Assim é interessante observar que a relaxina é responsável pelo aumento da flexibilidade da mulher, este hormônio que somente é produzido na gestação inicia-se na segunda semana, permanecendo até o final da gestação, atuando no colágeno para uma maior flexibilidade das articulações.

Percebe-se que durante a gestação a mulher passa por várias alterações fisiológicas, as quais proporcionam uma constante regulação. Neste sentido é notório saber que a ergonomia exerce um papel fundamental na saúde da trabalhadora, no caso da gestante se torna necessário conhecer melhor a fisiologia da gestação para que assim possamos contribuir com a sua qualidade de vida. Assim a ergonomia poderá contribuir na prevenção de acidentes tanto no trabalho doméstico como na empresa, contribuindo para que a gestante possa desempenhar suas tarefas com saúde e segurança. Na legislação vigente verificam-se grandes conquista por parte da gestante, como licença maternidade, direito a amamentação, mas ainda temos um longo caminho a seguir. Assim compreender a fisiologia da gestação, poderá contribuir para a prevenção, visto que ainda temos um número expressivo de gestantes trabalhadoras propensas ao adoecimento, destacando a lombalgia e síndromes compressivas como a síndrome do túnel do carpo, síndrome de De Quervain e Síndrome do canal de ghion.

O Trabalho Noturno e sua Influência na Saúde e Produtividade

Por:
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O Trabalho Noturno e sua Influência na Saúde e Produtividade

Fonte: http://roncoeapneiadosono.blogspot.com/2010_03_01_archive.html

O ser humano, em seu cotidiano, desenvolve atividades que representam a sua expressão de trabalho. Em determinadas situações (ou condições), esse trabalho pode representar satisfação para alguns e sacrifício para outros; enfim, são os condicionantes que envolvem o mercado de trabalho. Com a alta competitividade atual, em um mercado cada vez mais exigente, nota-se uma constante busca das organizações, pela maior produtividade com níveis elevados de exigências.

Nesta constante procura pela produtividade com qualidade, as organizações procuram melhorar os níveis de escolaridades de seus trabalhadores, muitas vezes estabelecendo metas para que o ensino fundamental e o médio sejam concluídos. É neste contexto que os trabalhadores noturnos ficam expostos a uma grande carga física, cognitiva e psíquica, pois, além do desgaste do trabalho submetem-se as exigências que a vida escolar impõe. Toda essa dupla jornada em atividades, somadas ao tempo de locomoção, entre outros, acaba por comprometer o período de sono, que por sua vez prejudicam o seu rendimento escolar, contribuindo para o absenteísmo, a evasão e a reprovação escolar.

Vários estudos salientam o efeito nocivo para a saúde dos trabalhadores, causado pela falta de sono e sua influência no desempenho cognitivo dos indivíduos. Todo ser humano, merece ter uma vida saudável, com saúde física, social, emocional, intelectual e ocupacional, dormindo no mínimo 8 horas por sono, vindo ao encontro da matéria exibida na globo news, disponível no link: http://youtu.be/vm8btdyw88g. Portanto, as condições relativas ao ambiente de trabalho constituem-se num fator importantíssimo para a preservação da sua saúde e bem-estar.

A espécie humana é tipicamente capacitada para executar atividades diurnas. Seus corticosteróides adrenais, em conjunto de suas funções, deixam o organismo preparado para a vigília e a interação com o seu meio ambiente, com seus picos máximos de secreção hormonal depois da noite de sono. A insulina, da mesma maneira, mas em maior quantidade, age de forma mais intensa pela manhã e no início da tarde, quando as necessidades energéticas são mais intensas.

Os hábitos (ritmos) diários de vida, acabam por constituir o que se conhece por ciclo circadiano, também chamado de relógio biológico. Por este instrumento adaptativo é que o organismo humano faz o seu controle fisiológico. Portanto, todas as funções fisiológicas do SER humano, sejam elas de caráter mental ou físico, sofrem influência direta da alternância entre o estado de vigília e as horas de repouso (sono). Disso decorre problemas, como perda do estado de humor, irritação e ansiedade, quase sempre, ocasionados pela fadiga e cansaço excessivo.

A falta de sono produz um tipo diferente de fadiga, que é primeiramente mental, causando no individuo dificuldade em manter a atenção e a concentração, onde pessoas que não conseguem dormir ficam cansadas e perdem a capacidade de memorizar e possuem níveis elevados do hormônio cortisol. Uma das disciplinas que mais os alunos tem dificuldade, são as de raciocínio lógico, dando maior ênfase na disciplina de matemática, e na ultima aula, os professores tem que,mudar o ritmo, ministrando aulas alternativas, ou seja aulas mais prática do que teórica, tendo em vista a grande queixa de sono e cansaço. Neste contexto, a incapacidade de manter a qualidade e quantidade adequada de sono, após uma jornada de trabalho no turno, implica numa sonolência excessiva e um déficit de atenção durante o trabalho e fora dele.

Barril da Fadiga no Trabalho

Barril da Fadiga no Trabalho

É importante alertar as organizações do trabalho, para que o barril da fadiga esteja sempre em equilíbrio, ou seja, o influxo e o refluxo deverão estar sempre em homeostase, para que assim a os mecanismos de recuperação estejam preservados evitando o adoecimento, contribuindo na manutenção da saúde e a eficiência dos trabalhadores

Com o envelhecimento a geração de resposta imunológicas no momento certo é menos eficiente, podendo ocorrer disfunções do sistema imune que caracterizam-se por variações fisiopatológicas como imunodeficiência e hipersensibilidade. O que pode agravar se o individuo estiver exposto a trabalhos em ambientes desfavoráveis para sua saúde, onde a presença do medo e fadiga ocasionados por ambientes inadequados, colocam em risco a saúde do trabalhador, deixando-o com sentimento de impotência, não encontrando em seu trabalho, um significado importante para sua família e sociedade.

Todo o ser humano tem sua própria carga genética, com respostas diferentes de trabalhador para trabalhador, assim, o organismo humano obedece a ritmos biológicos, dos quais os mais conhecidos são os ritmos menstruais das mulheres e os ritmos circadianos. Estes últimos se manifestam em estados funcionais variáveis segundo as horas do dia, como secreções, sensibilidade a medicamentos e capacidade de memória, mostrando que o mesmo homem ou a mesma mulher que executam o trabalho são diferentes. Assim a prática dos conhecimentos da ergonomia no ambiente de trabalho permitirá melhorar a segurança, diminuir a carga de trabalho, reduzir o absenteísmo, melhorar a produção em qualidade ou em quantidade, aumentando a satisfação, e qualidade de vida do trabalhador. Neste sentido estes conhecimentos são de fundamental importância para o sucesso de qualquer programa de ginástica laboral.

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