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Código de Ética do Educador Físico - Desportivo - Recreativo - 1975

Prof. Jacintho Francisco Targa

Texto publicado na revista da Associação dos Especializados em Educação Física do Rio Grande do Sul, Educação Física e Desportos, no. 4, setembro de 1983, p.43, com base referenciada pelo autor (in memorium) como produção da Academia Olímpica Internacional, Grécia, emitida em Antiga Olímpia, no ano de 1975.

O Educador Físico-Desportivo-Recreativo procurará:

1. Cuidar do seu físico para manter o equilíbrio psicossomático, emocional, social, moral, cultural e espiritual, esforçando-se para ser modelo de comportamento, de modo e dignificar a profissão dentro e fora da escola.

2 . Manter-se atualizado sobre os últimos acontecimentos científicos, aprimorando sua cultura geral e profissional, bem como estar sempre aberto e sensível às inovações, experiências e investigações cientificas em Educação Física, Desportivos e Recreação.

3. Compreender o contexto da realidade sócio-político-econômico e as diferenças sociais existentes no seu campo de ação, tratando de superar a injustiça a desigualdade educacional.

4. Fazer o possível para melhor compreender o comportamento psico-social dos seus alunos, procurando desenvolver-lhe todas as potencialidades bio-psico-sociais e artísticas, estimulando-os incentivando-os de modo a enfatizar os aspectos positivos e neutralizar os negativos, a fim de melhor prepara as gerações futuras para a vida e o lazer.

5. Respeitar seus alunos, colegas, superiores e subordinados, bem como os costumes e tradições, leis e regulamentos, opiniões políticas e religiosas, quaisquer que sejam, de modo e dar exemplos dignificantes ao educando e à sociedade, com evidente espírito de tolerância.

6. Tratar a todos com carinho, justiça e equidade, e aproveitar todos os momentos que as atividades gimno-desportiva lhe oferecem para educar, criando uma ambiente de cordialidade, confiança e respeitos, de forma a manter o equilíbrio do trinômio professor-aluno-grupo de alunos.

7. Prestigiar sua profissão, colegas e associações de classe, cooperando em todas as promoções de caráter cultural e desportivo, sempre que for possível, não aceitando contratos contrários aos princípios doutrinários científicos, que afetem ou desprestigiem a dignidade da função do magistério, defendendo a profissão e os colegas injustamente atacados.

8. Aconselhar e ensinar seus alunos a respetiar os adversários, tanto os fores ou vencedores, como os fracos ou vencidos, tratando-os cavalheirescamente, de modo a aprenderem a ganhar ou perder, com elevado espírito de “fair-play”, levando-os a encarar os quadros adversários como hospedes de honra e fazendo-lhes compreender que a transgressão das regras das competições representa o mesmo que o rompimento de compromisso entre dois cavalheiros.

9. Esforçar-se para evitar que as competições degenerem em agressões ou conflitos, que desvirtuam as suas finalidades e atentam contra a dignidade humana, uma vez que juizes e competidores devem considerar mutuamente honestas suas intenções de acordo com a filosofia e o espírito olímpicos.

10. Permitir que participem das competições somente aqueles que apresentarem condicionamento adequada, sempre com a preocupação capital de preservar sua saúde, de modo a jamais ultrapassar as suas possibilidade fisiológicas.

11. Despertar e criar em seus educandos saudáveis hábitos físicos, mentais, morais, sociais e cívicos, de modo que aprendam a organizar sua vida, distribuindo as horas do dia entre estudos, trabalho, repousa, diversões e obrigações profissionais, escolares, familiares, etc.

12. Resistir a todas as pressões estranhas que pretendem aviltar o exercício da profissão ou fazer concorrência desleal aos seus colegas de classe.

13. Provocar a emulação entre os seus alunos, proporcionando-lhes atividade que favoreçam a criatividade, a espontaneidade, a livre expressão e o dialogo, ajudando-os a descobrir as atividades nas quais possam se realizar e que lhes proporcionam maior prazer.

14. Auscultar os problemas e as aspirações dos seus alunos, tentando ajuda-los a superar as suas dificuldades, articulando-se com colegas, com os orientadores educativos e até com os pais, se for preciso, para estar informando das diferenças individuais e das suas peculiaridades e, com isso, melhor poder avaliar as suas possibilidades, orientado-os para as melhores soluções possíveis.